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Criação de universidades federais no interior do Amazonas preocupa docentes



Data: 27/11/2018

Daisy Melo

Em um cenário de redução drástica nos orçamentos,  forte ameaça de privatização e total precarização das Instituições de Ensino Superior, o ministro da Educação, Rossielli Soares, anunciou a criação de universidades no interior do Amazonas. Docentes da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) afirmam entender a importância da geração de mais oportunidades nas regiões, mas mostram-se preocupados pelo fato da Reitoria e do Ministério da Educação (MEC) não promoverem uma discussão com a comunidade acadêmica. Procuradas, as duas instituições não se manifestaram.

Uma das estratégias seria a transformação do Instituto de Ciências Sociais, Educação e Zootecnia (ICSEZ) em universidade. “Nós estamos trabalhando para criar uma universidade na região que pega Coari até Tabatinga, que é, hoje, uma prioridade de atendimento – isso em parceria com a universidade federal – estamos construindo juntos, discutindo juntos e estamos, também, trabalhando com a possibilidade de uma universidade para o Baixo Amazonas – Parintins, Itacoatiara, Maués”, disse Rossielli ao site da Rede Tiradentes.

O professor do ICSEZ, Lucas Milhomens, afirma reconhecer a importância da criação de universidades para potencializar ações do Ensino Superior nos municípios, mas ressalta que o debate é necessário. “Não é ser contra a universidade ser criada, é preciso discutir qual modelo de universidade pode ser criado nessa conjuntura de sucateamento da universidade pública, não se está refletindo com a base, está sendo pensado totalmente de forma vertical”, disse.

A 1ª secretaria da ADUA-SS, Ana Cristina Martins, lembra que a avaliação dos serviços prestados é um princípio da Administração Pública. “No caso da Ufam, desde a expansão via Reuni, não houve, por parte das administrações superiores, o interesse e o compromisso em avaliar com a participação da comunidade acadêmica como essa expansão tem acontecido e quais suas repercussões nos municípios onde foi implantada. Contudo, faz-se necessária e urgente uma discussão mais ampla e horizontal que contemple os segmentos envolvidos e as populações beneficiadas com a presença da Universidade”, afirmou.

No dia 6 de novembro, a Reitoria da Ufam enviou um memorando à direção do Instituto de Educação, Agricultura e Ambiente (IEAA), solicitando ao Conselho Diretor (Condir) uma posição sobre a transformação do IEAA em Universidade Federal do Sul do Amazonas (Ufesa), sediada em Humaitá e com campi nos municípios banhados pelos rios Madeira e Purus. Na reunião do Condir, no último dia 21, foi decidida a composição de uma comissão local que irá elaborar um cronograma de atividades para discutir o assunto, segundo informações do docente do IEAA, André Bordinhon.

Segundo Milhomens, a preocupação da categoria baseia-se também no fato de que a conjuntura nacional não é favorável e que o projeto de privatização das universidades pode afetar o modelo a ser implantado. Bordinhon compartilha a preocupação de que essa emancipação ocorrerá durante mudança no Executivo. “Essa discussão, da maneira como foi colocada pela reitoria, carece de informações, estamos bastante preocupados, porque precisamos de elementos para saber como isso se dará, o processo de implantação do campus aqui foi extremamente deficiente, por isso estamos levantando esse debate”.

Para a 1ª secretaria da ADUA-SS, reuniões nas unidades ou no Consuni ainda são insuficientes, considerando a importância e complexidade da criação de novas universidades a partir do contexto abordado. “São decisões que não devem ser tomadas às pressas sem o devido aprofundamento, principalmente diante da conjuntura de precarização das universidades públicas que se aprofundará diante dos planos do novo governo”, afirmou.

Fonte:
ADUA-SS


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