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ADUA-SS define delegação para o 38º Congresso do ANDES-SN



Data: 28/11/2018

A Seção Sindical dos Docentes da Universidade Federal do Amazonas (ADUA-SS) definiu a delegação que vai representar a categoria no 38º Congresso do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES-SN), programado para o período de 28 de janeiro a 2 de fevereiro de 2019, em Belém (PA). Os integrantes foram escolhidos em rodada de Assembleias, encerrada nesta quarta-feira (28) na sede da entidade, em Manaus.

Integram a delegação da ADUA-SS os docentes Alcimar Oliveira, Aldair Andrade, Ana Cristina Martins, Ana Lúcia Gomes, Jacob Paiva, Luiz Fernando Souza, Marcelo Seráfico e Marcelo Vallina, como delegados e delegadas, e ainda os docentes Amazoneida Sá, Danielle Gonzaga, Elciclei Faria, Grace Anne Andrade, Hamida Assunção, Jarliane Ferreira, Jorge Barros, Maria Audirene Cordeiro, Roberta Andrade e Sandro Simas, como observadores e observadoras. Os nomes foram definidos em votação que ocorreu na capital, em Benjamin Constant, Coari, Humaitá, Itacoatiara e Parintins, municípios onde a Ufam tem unidade acadêmica.

Conjuntura

Frente ao crescimento da pauta do neoconservadorismo e da agenda do neoliberalismo no país, a categoria também fez análise da conjuntura regressiva imposta pelo atual governo e que deve se intensificar já em janeiro, com a posse do próximo presidente brasileiro. Para a categoria, os funcionários das iniciativas pública e privada devem unir esforços no enfrentamento das medidas que recairão sobre a classe trabalhadora.

O presidente da ADUA-SS, professor Marcelo Vallina, afirma que é preciso “resgatar o espírito da Constituição Federal de 1988”, a qual estabeleceu a proteção social, perdida ao longo de vários governos. “Primeiro com a Desvinculação das Receitas da União, já no governo FHC [Fernando Henrique Cardoso], retirando recursos de áreas sociais para outros fins. Depois, com duas reformas da Previdência, nos governos FHC e Lula. E mais recente, com uma medida tão prejudicial quanto as anteriores, a Emenda Constitucional 95, aprovado no governo Temer, com o corte sistemático dos investimentos públicos no setor público”, explicou Vallina, ao lembrar a retomada da discussão sobre mais uma reforma da Previdência com prejuízos ao trabalhador. “Por outro lado, não existe nenhuma possibilidade de tratar a questão da Dívida Pública brasileira, que consome quase metade do Orçamento”, criticou.

Para o professor Jacob Paiva, da Faculdade de Educação da Ufam, a conjuntura tende a piorar com os nomes confirmados pelo presidente eleito para assumir pastas estratégicas no 1º escalão do governo, como o futuro ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, entusiasta do projeto Escola Sem Partido. “A indicação do primeiro nome não era nada boa, e agora ele confirma um nome pior, que diz muito sobre como será a relação da categoria com o MEC”, lamentou.

Na avaliação do professor Marcelo Seráfico, do Instituto de Filosofia, Ciências Humanas e Sociais da Ufam (IFCHS), os trabalhadores brasileiros devem engendrar esforços para uma atuação política de proteção, por um lado, e de resistência, por outro, contra a retirada de direitos. “Estamos diante de uma conjuntura complexa, com uma lógica de desregulamentação e desestatização, implementada por vários governos com intuito de reduzir os investimentos públicos em áreas estratégicas para o desenvolvimento econômico e social, e, portanto, ampliando a desigualdade”, analisou.

“A reação imediata é fundamental”, completou o professor Vallina, antecipando que a categoria terá muito trabalho antes, durante e após a 38ª edição do Congresso do ANDES-SN, evento que terá como tema central “Por Democracia, Educação, Ciência, Tecnologia e Serviços Públicos: em defesa do trabalho e da carreira docente, pela revogação da EC/95”.

Fonte: ADUA-SS


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