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Povos indígenas Guarani Kaiowá têm sofrido ataques



Data: 18/12/2018

Desde outubro deste ano vem ocorrendo ataques que feriram indígenas em Mato Grosso do Sul. Na aldeia Bororó, ocupantes de uma pequena área sitiante à reserva, denominada pelos indígenas de Avate foram atacados nos dias 07, 28, 31 de outubro e 07 de novembro, por grupos armados. Os ataques aconteceram ora em caminhonetes ou bloqueios nas estradas, ora se utilizando até mesmo de tratores, que destruíram mais de 20 barracos, com diversos disparos com bala de borracha, de gude e com munição letal, que feriram mulheres e crianças. Mas não são somente esses. A violência tem sido cotidiana contra os povos indígenas daquela região. A cada dia chega uma nova denúncia.

Entre os indígenas que sofreram ferimentos estão Acácio de Oliveira Palacio que ficou cego, depois de ser torturado, espancado e ter o rosto queimado por pistoleiros; a liderança Ava Te’e (nome em Guarani) sofreu disparos contra o corpo e foi atingido na perna direita e mais de vinte deles foram atingidos por bala de borracha.

O terror psicológico tem sido constante, assim como as agressões físicas com balas de borracha, espancamentos, queimaduras.

De acordo com denúncias de lideranças indígenas locais, os ataques estão sendo feitos a mando dos latifundiários Claudia Iguma e Sergio Iguma.

As lideranças indígenas prestaram denúncia à Funai (Fundação Nacional do Índio) e ao MPF (Ministério Público Federal), e aguardam providência dos respectivos órgãos.

Segundo o Cimi (Conselho Indigenista Missionário), os povos indígenas dessa região são vítimas do colapso social a que a área centenária está submetida, refletindo o contexto de negligência territorial por parte do Estado brasileiro: “falta de medidas protetivas eficazes, das relações exploratórias que os indígenas estabeleceram com não-indígenas para sobreviverem e da situação de confinamento humano que permite uma descontrolada gama de violências”, afirma o Cimi.

Atualmente, a reserva indígena de Dourados possui a maior população indígena do país, somando mais de 16 mil pessoas. As políticas de expansão do agronegócio desde o governo Lula prejudicaram a luta pela demarcação de terras e em defesa da cultura desses povos.

A eleição de Jair Bolsonaro (PSL) agravou a situação dos povos indígenas. No setor privado, há expectativa de expansão dos negócios no setor com o anúncio de que não haverá mais demarcação de terras. Deputados ruralistas já aceleram projetos no Congresso Nacional para ampliar o uso das terras. Empresas nacionais e estrangeiras preparam proposta de projeto de lei a ser encaminhada para tentar viabilizar projetos em áreas indígenas ou em seu entorno.

Além de anunciar que não demarcará terras, Bolsonaro sugeriu que os índios usem as reservas para obter royalties de hidrelétricas e de outros projetos: “Elas não podem continuar sendo apenas preservadas para o bem não se sabe de quem”, disse o presidente eleito.

São políticas explícitas de que as terras indígenas entrarão em disputa por empresas e latifundiários.

“Diante de tais atrocidades que vêm sofrendo, é fundamental que os povos indígenas sejam cercados de solidariedade”, reforça a dirigente da SEN (Secretaria Executiva Nacional) da CSP-Conlutas, Irene Maestro, do movimento por moradia Luta Popular.

 Fonte: CSP-Conlutas



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