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ICSEZ realiza atos contra a Reforma da Previdência de Bolsonaro



Data: 22/03/2019

A categoria docente do Instituto de Ciências Sociais, Educação e Zootecnia da Universidade Federal do Amazonas (ICSEZ) da Ufam, em Parintins, realizou nesta quinta-feira (21), às 18h, uma manifestação contra a Reforma da Previdência apresentada pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL), no hall do instituto. Além da categoria docente, estudantes e técnicos e técnicas-administrativas participaram do ato.

“Em reunião os colegiados decidiram realizar um momento de paralisação, de esclarecimento, esse foi o primeiro momento que nós tivemos e fizemos algumas falas para esclarecer o que é a Contrarreforma da Previdência, para pontuar os elementos danosos, o blefe que é essa reforma e o que ela propõe para a classe trabalhadora, e também aproveitamos para convocar todos e todas para uma manifestação pública nesta sexta-feira, às 17h, em frente à Catedral”, explicou o professor Aldair Andrade, que participou da manifestação no instituto.

Segundo Aldair Andrade, os docentes também irão realizar visitas nas salas de aulas nesta sexta para retirar dúvidas dos alunos sobre a reforma da previdência e convidar a comunidade acadêmica para a manifestação. “O professor Marcelo Radicchi também elaborou uma cartilha e disponibilizou na reprografia da unidade para que os interessados tenham acesso, os atos têm, portanto, o principal objetivo de esclarecer”, explicou.

Entenda a PEC 6/19

Durante o painel “Contrarreforma da Previdência e seus impactos para a carreira docente”, na sede do ANDES-SN, em Brasília, no último dia 15, a professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e pesquisadora de da Previdência, Sara Granemann afirmou que a capitalização é a razão de ser da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 6/19, a contrarreforma da Previdência de Bolsonaro.

 “Capitalização não é Previdência. A capitalização é a tentativa de convencer os trabalhadores de que a forma de garantir um bom futuro é acabando com a solidariedade [de classe]”, afirmou a docente. “A Previdência reúne uma massa de riquezas a procura de investimentos no mercado de capitais. Para os capitais, essa riqueza não deve servir para que os trabalhadores gozem a vida”, critica.

Segundo Sara, no sistema de capitalização o dinheiro dos trabalhadores é investido basicamente de duas formas: em títulos da dívida pública e em ações na bolsa de valores. Em ambos os casos, os trabalhadores saem perdendo. Para que os títulos da Dívida Pública rendam, é necessário que haja cortes em áreas como saúde e educação. E no caso das ações na bolsa de valores, os títulos se valorizam com o aumento da exploração do trabalho. O que se traduz em demissões, terceirizações, no aumento de doenças laborais e de acidentes de trabalho, por exemplo.


Fonte: ADUA-SSind e ANDES-SN


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