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Manifestantes vão às ruas contra os ataques de Bolsonaro à Educação



Data: 14/08/2019

Estudantes, universitários, indígenas, profissionais da educação - entre eles docentes e e técnicos da Ufam - e sociedade organizada se uniram, na tarde do último dia 13, no Centro de Manaus, em favor da educação e contra todos os retrocessos impostos pelo governo Bolsonaro. Neste "Dia Nacional em Defesa da Educação, da Democracia e contra a Reforma da Previdência” foram alvos do protesto medidas como o projeto “Future-se” e os cortes nos orçamentos das universidades públicas e nas bolsas de pesquisa.

Com faixas e cartazes, os manifestantes se concentraram na Praça 5 de Setembro (Praça da Saudade) e caminharam pela Avenida Epaminondas até a Praça do Congresso.
Os estudantes foram às ruas protestar contra o desmonte da Educação orquestrado pelo governo de ultradireita. “Estamos aqui nas ruas lutando pela educação, estão querendo fazer um desmonte nas universidades, mas iremos lutar por elas, afinal este governo não tem nenhum compromisso conosco, iremos lutar por nossos direitos”, afirmou a presidente da União Nacional dos estudantes (UNE) no Amazonas e aluna de jornalismo na Ufam, Rayane Garcia.

Tentativa do governo de mercantilização das universidades, o “Future-se”  foi rechaçado pelos docentes da Ufam em Assembleia Geral (AG) Sindicato e classificado, em nota oficial, como um "ataque frontal à autonomia universitária". “Hoje estamos reafirmando nossa postura, estamos aqui em defesa do ensino público, recusamos este projeto [Future-se] e somos contra esses cortes brutais na educação, iremos lutar contra esse governo”, disse o professor da Ufam e sindicalizado da Seção Sindical dos Docentes da Ufam (ADUA-SSind.), Lino João de Oliveira Neves.

No Instituto de Ciências Sociais, Educação e Zootecnia (ICSEZ), em Parintins, a programação iniciou às 18h, no campus universitário, com exposição de projetos, o debate “Future-se e A Destruição da Universidade Pública” e Sarau da Resistência com artistas locais.

Reunido no último dia 1º, o Conselho Universitário (Consuni) da Ufam aprovou moção de repúdio ao "Future-se". Durante a reunião extraordinária convocada para discutir o projeto, a ADUA-SSind. destacou o posicionamento contrário da categoria ao projeto que intensifica a descaracterização da universidade pública e visa sua total mercantilização. “O projeto já nasce morto, pois não surge de um objeto de discussão, já veio imposto pelo governo, o projeto não só privatiza a universidade como acaba com sua autonomia, nós precisamos reagir a isso, o projeto simboliza a morte da educação pública, gratuita, laica e socialmente referenciada", afirmou o presidente do Sindicato, Marcelo Vallina,

Fonte: ADUA-SSind.





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