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Contratação de servidores públicos é a menor em 12 anos



Data: 16/09/2019

O número de servidores federais contratados no governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL) é o menor desde 2007. Nos oito primeiros meses do ano, o funcionalismo público incorporou 40.541 pessoas. Há 12 anos, foram 31.196. Os dados foram levantados com base no Painel de Estatística de Pessoal (PEP), plataforma do Ministério da Economia. A tendência de menos contratações é uma das políticas do governo. A equipe do ministro Paulo Guedes, por exemplo, já descartou novos concursos em 2020.
   
A desaceleração tem ocorrido desde 2017, primeiro ano da gestão do ex-presidente Michel Temer (MDB). Na época, 60.560 servidores foram incorporados aos quadros do governo federal, entre ministérios e autarquias. Em 2018, o índice caiu quase 6%, quando foram admitidos pouco mais de 57 mil pessoas. Em 2017, foram 60.560.

As admissões de 2019 estão concentradas nos ministérios da Educação, chefiado por Abraham Weintraub, e Saúde, liderado por Luiz Henrique Mandetta. Eles contrataram 19,2 mil e 14,8 mil servidores, respectivamente. Juntas, as pastas centralizam quase 84% das contratações.

A lista é composta, ainda, pelos ministérios da Economia (3 mil), do Meio Ambiente (1,9 mil), da Cidadania (566), da Agropecuária, Pecuária e Abastecimento (324) e do Desenvolvimento Regional (160).

No período, 17% das contratações foram para o Distrito Federal. A capital recebeu 7.029 servidores. As pastas mais contempladas foram as da Saúde (4,8 mil), da Educação (584) e da Economia (405).

Concursos

As contratações por meio de concursos públicos estão menores que as por processos seletivos. Cerca de 33,4 mil servidores foram incorporados aos quadros do funcionalismo público por processo seletivo (82,6%). As admissões por certames somam 7 mil (17,4%).
A série histórica mostra que desde 1995, ano da primeira divulgação dos dados, os anos com mais contratações foram 2010 e 2014, respectivamente. No final do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), foram contratados 74.581 servidores. Já na gestão da ex-chefe do Palácio do Planalto Dilma Rousseff (PT) foram incorporadas 70.816 pessoas.

Para o secretário-geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), Sérgio Ronaldo da Silva, o funcionalismo público está prestes a entrar em um “apagão geral”. “De forma premeditada, os gestores atuais fazem isso com a finalidade de continuarem com as suas metas de colocarem a população contra os servidores e serviços públicos, sempre com as retóricas de que os servidores e serviços públicos são ineficientes”, critica.

Em nota, o Ministério da Economia, responsável pela autorização das admissões, informou que não há previsão de autorizações de concursos em 2019 e 2020, somente casos excepcionais poderão ser atendidos. “Com isto, o governo utilizará ferramentas, como a Portaria nº 193, para movimentar servidores e levar profissionais para as áreas que mais necessitam”, destaca o texto.

Fonte: Metrópoles com edição da ADUA-SSind.


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