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  24/02/2014 - por



Congresso de São Luis e luta das minorias



O Congresso do ANDES-SN, realizado em São Luis no Maranhão, entre os dias 10 e 15 de fevereiro, afirmou que o compasso da luta docente se dá em várias frentes. No Maranhão, o movimento docente aliou-se às lutas dos movimentos sociais, no ato público do dia 13 de fevereiro em apoio à causa do MOQUIBOM – Movimento Quilombola do Maranhão, que reivindica segurança, fim dos ataques do setor privado às terras dos quilombolas, fim da violência sofrida por jovens negros no Estado.

Estivemos no ato, no centro da capital, numa marcha de falas, batidas de tambor, imagens e apoio da comunidade local nesta luta ate o Palácio dos Leões, sede do governo do Maranhão. O Congresso demonstrou, assim, um novo direcionamento da luta docente, ou seja, une-se aos movimentos sociais, pois as reivindicações convergem: na luta por direitos sociais, tendo como principal bandeira uma educação pública de qualidade.

Os ataques aos servidores públicos e aos docentes, como o FUNPRESP, a EBSERH e o anteprojeto de lei da ANDIFES, demonstram o teor da tentativa da retirada de nossos direitos. De outro lado, nossa luta contra as leis 12.772/12 e 12.863/13 que restringe a autonomia docente e contra a aprovação do PLS-499/2013 que criminaliza os movimentos sociais. Afirmou-se no Congresso a luta pela Carreira Única e apoio a PEC- 555 – proposta de lei para a democratização das comunicações.

O Congresso do ANDES-SN evidenciou cada vez mais os segmentos sociais marginalizados: movimento negro, indígena, sem-teto, sem-terra e, principalmente, a juventude, que defende bandeiras como as nossas: por uma educação pública e socialmente referenciada, o que foi demonstrado com as jornadas de junho de 2013.

A cada congresso, seminários, reuniões, atos públicos são mais bem entendidos pela sociedade, principalmente o setor estudantil, o que fortalece o movimento em suas contribuições e participações. O mês de março será marcado por reuniões do setor das IFES e IES, culminando com o ato do dia 19 em Brasília.

É preciso ter a capacidade de análise do movimento e percepção de que com a ampliação da universidade pública, o aumento do numero de docentes e principalmente de nossos estudantes, intensificam-se as precariedades e isto passa ser compartilhado com nossos alunos, o que reafirma a bandeira da greve de 2012, por condições de trabalho docente.

O sindicato como instância organizadora do movimento do docente precisa ter a capacidade de avaliação da necessidade de ampla renovação de seus quadros, os novos docentes precisam ser chamados a participar destas lutas.

A escolha do Congresso em São Luis foi extremamente acertada e tornou-se histórica, pois avança na participação e apoio do ANDES-SN às lutas dos setores mais esmagados por esta política neoliberalista e por oligarquias locais, como a da família Sarney que se reveza no poder há mais de 50 anos. Nossa participação no ato público nos coloca nessa frente de luta! O belo povo de São Luis tem vivo em sua consciência social líderes como Malcon X, Martin Luther King, Bob Marley e jamais ira se calar às opressões oligárquicas e terá sempre nosso apoio.

Tharcísio Santiago Cruz é professor da Ufam/Benjamin Constant e participou do 33º Congresso do ANDES-SN como delegado da ADUA.



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