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Carta aberta de Parintins a professores e direção da Adua



Em 05/05/2010

Saudações colegas,

Hoje, dia 05 de maio de 2010, no Campus da Ufam de Parintins, professores do Instituto de Ciências Sociais, Educação e Zootecnia (ICSEZ) se reuniram para tratar do futuro de nossa Associação e, por consequência, da Universidade Federal do Amazonas – Ufam.
Refletindo coletivamente, tendo em vista o cenário crítico em que se encontra o processo eleitoral da Adua (que, por uma série de motivos não conseguiu chegar a um consenso de chapa representativa para o próximo mandato), elencamos vários tópicos que consideramos importantes não só para nossa Associação e organização sindical, mas, também, para o futuro da Universidade Federal do Amazonas.
Gostaríamos que tais deliberações dos docentes do Campus de Parintins sejam apresentadas na Assembléia Geral que acontece sexta-feira, considerando-as como nossa opinião oficial. E, antes de qualquer coisa, ratificamos a importância da Associação dos Docentes da Ufam – Adua – como instrumento fundamental de mobilização e articulação dos professores e da comunidade acadêmica. Acreditamos que somente ela pode congregar a pluralidade existente dentro da Ufam e fortalecer as lutas atuais e futuras. Sendo assim, consideramos importantes os seguintes pontos:

1 – Vivemos em uma nova conjuntura na Ufam. Ao mesmo tempo em que se apresentam antigos desafios, como a precariedade de nossas condições de trabalho, defasagem no plano de cargos e outros temas caros e antigos a nossa luta, outros surgem, como o refluxo do movimento sindical (e social) tendo em vista a cooptação de lideranças (e instituições) por parte do Governo Federal e a desilusão e desinteresse na luta de classes, colocando-a como prática demodê na atualidade. Tudo isso para dizer que o movimento sindical precisa de uma nova cara, que aproxime as pessoas e suas diversidades ideológicas e culturais. Em se tratando de Ufam, o movimento sindical, nossa Adua, precisa levar em consideração as novas caras que agora se apresentam. Ou seja, nos últimos três anos vários professores chegaram à Universidade, muitos através dos concursos que, além de trazer pessoas novas, trouxeram, também, novas idéias. É preciso lembrar que a Ufam é composta por seis campi em todo o Amazonas, além de Manaus, há Parintins, Benjamin Constant, Coari, Humaitá e Itacoatiara. Ou seja, uma diversidade impossível de ser ignorada. Tanto por suas demandas e especificidades, como pelas lutas e conquistas que sua capilaridade pode proporcionar.
Ratificamos aqui que a Adua – e a Ufam –, só vão retomar uma posição de protagonistas na educação amazonense se incorporarem esses diferentes elementos. Ou seja, queremos dizer que é preciso ações concretas que garantam a participação dos campi do interior em todo o processo de eleição e (re)construção da Adua! É preciso INTERIORIZAR, de verdade, a Ufam!

2 – Tendo em vista os argumentos expostos no tópico anterior, apontamos que nesse momento é urgente a criação de uma “Comissão Geral da Adua” que trate dos temas iminentes como as eleições da Adua e os rumos do movimento sindical. Como sugestão para a composição desta, pensamos em pelo menos um integrante de cada campi do interior além de docentes oriundos de Manaus. Consolidado tal grupo, é preciso criar um calendário de mobilização e ações em toda a Universidade e em todas as cidades aonde a Ufam está. E, claro, garantir, financeira e estruturalmente (através de passagens e ajuda de custo), a participação de todos estes docentes envolvidos nas reuniões e atividades que surgirão a partir deste calendário de ações. Sugerimos como primeira reunião desta Comissão o dia 28 de maio, uma sexta-feira, uma data não muito distante nem tão breve, tendo em vista a urgência das discussões e tempo necessário para a mobilização no interior e na capital.

3 – Acreditamos que é preciso, nesse momento, potencializar nossos instrumentos em ações político/midiáticas. Para, além de conseguir novos adeptos, pautar ações necessárias. Nesse sentido organizar um dia de lutas em todos os campi da Ufam promovendo debates sobre a universidade e sua função social será um grande catalisador para a Adua. Em Parintins pensamos em realizar um debate envolvendo a comunidade acadêmica e a sociedade de modo geral, com a temática “A Universidade que Queremos”, o que nos aproximaria de outros segmentos que muitas vezes ignoramos em nossas atividades.
Uma edição especial do Jornal da Adua ajudaria bastante na divulgação destas ações. Como também outras temáticas especiais que poderiam ser tratadas no jornal, como a interiorização da Ufam, por exemplo.

4 – Além de todas estas questões é necessário – e outra vez urgente – lembrarmos que este ano discutiremos nossa Estatuinte, ou seja, todas as questões da Universidade precisam ser debatidas, questões essas que ultrapassam, inclusive, as instâncias da Adua, mas que sem ela ficaram difíceis de serem pautadas.

Para finalizar, gostaríamos de apresentar, pessoalmente, na assembléia da próxima sexta-feira, todas estas questões. Mas a impossibilidade financeira de deslocamento nos inviabilizou. Achamos importante que a Adua pense em tais questões (práticas e urgentes) para o futuro, visando garantir maior participação de seus associados, e não somente os docentes que se encontram na capital.

Fraternalmente, os professores:

Adelson da Costa Fernandes
Dirceu Ribeiro Nogueira da Gama
João Luiz da Costa Barros
Lucas Milhomens
Patrícia dos Santos Trindade
Sérgio Vieira do Nascimento
William de Souza Barreto

Ufam/Parintins



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