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Em Manaus, entidades realizam grande mobilização contra reformas do governo federal
Data: 16/03/2017

Aproximadamente 2 mil pessoas realizaram, na tarde desta quarta-feira (15), grande mobilização nas ruas do Centro de Manaus contra as reformas da Previdência, Trabalhista e do Ensino Médio. A concentração do Dia Nacional de Lutas Contra as Reformas dos Governos começou às 15h, na Praça do Congresso, onde trabalhadores e estudantes se reuniram e seguiram em passeata, empunhando cartazes e entoando palavras de ordem contra os ataques promovidos pelo governo Temer.

A primeira parada ocorreu no cruzamento das avenidas Constantino Nery e Leonardo Malcher, no acesso ao terminal 1. Ali, representantes de seções sindicais e movimentos sociais usaram o microfone para denunciar o caráter abusivo e as consequências que a reforma da Previdência, caso seja aprovada, terá na vida dos trabalhadores. A proposta prevê que, para ter direito à aposentadoria integral, o trabalhador deverá contribuir por quarenta e nove anos à Previdência Social, sem levar em conta a média da expectativa de vida da população.

Além disso, ao estabelecer a isonomia para a idade mínima da aposentadoria, a reforma ignora a dupla jornada de trabalho enfrentada pelas mulheres. O salário mínimo não servirá mais como base de referência para os reajustes – por isso, os trabalhadores que contribuíram ao longo de sua carreira correm o risco de receber um vencimento inferior ao teto. A reforma também prevê o fim da aposentadoria especial dos servidores públicos.
 
Descontentamento

Na avaliação do 1º vice-presidente da ADUA, Aldair Andrade, a mobilização cumpriu o objetivo de reunir diversas entidades contra as investidas do governo federal, além de mostrar à população o descontentamento diante dessas medidas.  “É uma tentativa de sucatear o trabalhador que tem o direito de se aposentar”, disse. Em assembleia realizada na terça-feira (14), na sede da ADUA, foi criada uma comissão responsável por elaborar uma cartilha sobre a contrarreforma da Previdência.
 
“O material terá formato reduzido e linguagem acessível”, explica Andrade. “Vamos promover também um evento que será ministrado por especialista no assunto, e divulgar as cartilhas produzidas pela CSP-Conlutas e pela assessoria jurídica da ADUA”, acrescenta.
 
Na avaliação de Williamis Vieira, coordenador geral do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica no Amazonas (Sinasefe Manaus), o ato assinalou um avanço, a nível nacional, da conjuntura das mobilizações. “Em Manaus, houve maior participação dos trabalhadores. No entanto, precisamos ampliar as alianças para promover a greve geral. Temos que continuar construindo um calendário conjunto entre os fóruns e reafirmar a importância da paralisação, que deve acontecer preferencialmente no dia 28 de março, data em que a reforma da Previdência será votada na Câmara”, finaliza Vieira.

A passeata foi encerrada na avenida Eduardo Ribeiro no final da tarde. A data de mobilização, 15 de março, foi indicada no 36º Congresso do Sindicato Nacional, realizado em Cuiabá (MT) no mês de janeiro, e posteriormente incorporada nos calendários de luta do Setor das Instituições Federais de Ensino (Setor das Ifes) do ANDES-SN e da Coordenação Nacional da CSP-Conlutas realizada em início de fevereiro em São Paulo (SP). O Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe) também apontou adesão à data.

Fonte: ADUA
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