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ANDES-SN se soma à luta internacional contra testes padronizados do PISA
Data: 203/2017

O ANDES-SN assinou um manifesto internacional, organizado pela Rede Social para a Educação Pública nas Américas (Rede SEPA), contra o Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA) e a lógica padronizadora da educação no mundo. No Brasil, o manifesto, e uma carta da Rede Sepa, serão entregues ao Ministério da Educação (MEC) pelo Sindicato Nacional.

O documento é assinado por entidades de México, Canadá, Estados Unidos, Brasil, Argentina, Espanha, Costa Rica, Colômbia, Bolívia, Honduras, Nicarágua, Chile, República Dominicana, Equador, Venezuela e Uruguai. O manifesto ressalta que o teste serve somente para ranquear a educação dos países, privilegiando áreas de conhecimento, e não leva em conta a realidade regional à qual cada país está exposto.

Olgaíses Maués, encarregada de relações internacionais do ANDES-SN e coordenadora do Grupo de Trabalho de Políticas Educacionais (GTPE), ressalta que o Sindicato Nacional combate, há anos, esse tipo de avaliação ranqueadora. “Testes como o PISA privilegiam áreas de conhecimento, induzem processos de aprendizagem e não atendem às especificidades locais de cada país”, critica. A docente considera importante uma articulação internacional contra esse projeto. “O manifesto internacional consegue fortalecer o movimento, e mostra que o rechaço a avaliações como essa é geral e global”, completa Olgaíses.

O teste PISA

O PISA é um teste padronizado administrado a cada três anos para os estudantes de 15 anos. Para participar, cada país deve ter uma equipe técnica especializada e pagar por sua aplicação. Na atualidade, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico ou Econômico (OCDE), que aplica o teste PISA, tem contratado uma empresa de educação transnacional, a empresa Pearson, para o desenvolvimento de sua versão de 2018. A Rede Sepa defende a anulação dos contratos que os vários governos têm assinado com a OCDE e, também, a finalização dos testes padronizados de alto impacto.

“Defendemos a necessidade de ter escolas que sejam protagonistas da transformação da educação para a justiça social. Os sistemas de avaliação devem estar enraizados nas comunidades, devem observar a complexidade, e devem promover uma educação respeitosa dos direitos humanos e sociais. Só desta forma formamos cidadãos de pleno direito”, afirma o manifesto da Rede SEPA.

Fonte:
ANDES-SN
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