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  15/01/2026


Estudo divulga aumento de censura ou perseguição contra educadores e educadoras



Protesto em Caxias do Sul após atentados violentos em escola - Foto:  Gabriel Lain / Sindiserv

 

Nove em cada dez professores já sofreram censura ou perseguição, segundo aponta a pesquisa “A violência contra educadoras/es como ameaça à educação democrática: um estudo sobre a perseguição de educadoras/es no Brasil”, realizada pelo Observatório Nacional da Violência contra Educadoras/es (ONVE), da Universidade Federal Fluminense (UFF). 

 

A pesquisa ouviu educadores(as) de todos os níveis de ensino, das redes pública e privada, e mensurou o impacto da censura e da perseguição sobre o trabalho docente no Brasil desde 2010. O questionário da pesquisa foi aplicado entre maio e setembro de 2024, obtendo 3.012 respostas válidas.

 

O estudo teve como foco educadores regentes, ou seja, aqueles que planejam e ministram aulas de acordo com as políticas curriculares, seja na educação básica, no ensino básico técnico e tecnológico (EBTT) ou na educação superior.

 

Os dados levantados apontam para a disseminação da censura e de restrições às liberdades de aprender e de ensinar por todo o país e em todas as etapas da educação, com crescimento a partir de 2010 e intensificação durante os ciclos eleitorais.

 

“Isto reforça, com evidências, as discussões sobre como atacar professores e a educação virou uma plataforma eleitoral no país. Buscando deslegitimar seus saberes profissionais, temas como “política”, “gênero e sexualidade de”, “religião” e “negacionismo científico” tornaram-se controversos e polêmicos, havendo alta incidência de intimidação e questionamentos aos educadores que seguem as diretrizes que regem seu ofício e os abordam em seu cotidiano pedagógico. Também ficou evidente que, na realidade escolar, as restrições ao ofício docente funcionam como uma forma de violência contra educadores em razão do seu exercício profissional” aponta o material.

 

O estudo também registra casos de intimidação, agressões e punições, além de demissões, suspensões, transferências forçadas e agressões verbais e físicas. Entre os principais autores das agressões estão profissionais da área pedagógica, familiares e estudantes.

 

Como forma de contribuição, foram listadas algumas recomendações político-pedagógicas, jurídicas e de políticas públicas para o enfrentamento às violências, bem como para a promoção da saúde mental da categoria docente, dentre elas a de que educadores(as) devem ser valorizados(as) perante a sociedade brasileira; que educadores(as) devem ser reconhecidos(as) como defensores(as) de direitos humanos que sindicatos devem ser pensados como espaços de acolhimento a educadores e que seja incentivada a criação da Política Nacional de Enfrentamento à Violência contra Educadores.

 

O resultado completo da pesquisa está disponível para leitura aqui.

 

ANDES-SN contra toda de violência

 

Em dezembro de 2025,  as servidoras públicas Allane de Souza Pedrotti Matose Layse Costa Pinheiro, foram assassinadas por um colega de trabalho que não aceitava ser chefiado por mulheres, consequência do machismo estrutural que atravessa a sociedade brasileira.  Para o ANDES – Sindicato Nacional é inadmissível naturalizar qualquer forma de violência nos espaços de ensino, pesquisa e trabalho.

 

Entre as ações do Sindicato está a publicação de um Protocolo de Combate, Prevenção, Enfrentamento e Apuração de Assédio Moral e Sexual, Racismo, LGBTfobia e qualquer Discriminação e Violência nas Universidades, Institutos Federais (IFs), Faculdades e Centros Federais de Educação Tecnológica (CEFETs). A elaboração do documento foi aprovada durante o 43º Congresso do ANDES-SN, com o intuito de subsidiar as seções sindicais em suas atuações institucionais, com objetivo de contribuir para a construção de um ambiente acadêmico seguro, inclusivo e respeitoso.

 

Clique aqui para acessar a publicação na íntegra.

 

 



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