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Na manhã do dia 9 de abril (quarta-feira), ADUA, Sintesam e APG-Ufam realizaram a roda de conversa “Luta pela Democratização nas Instituições Federais de Ensino (IFEs)”. A atividade integrou a programação da greve dos(as) Técnico-Administrativos(as) em Educação (TAEs) e ocorreu no Auditório da ADUA “Osvaldo Coelho”, na sede da Seção Sindical, contando também com participação por videochamada.
A proposta foi promover um espaço de debate sobre a democracia nas IFEs, a participação da comunidade acadêmica e os desafios enfrentados por estudantes, docentes e TAEs na defesa da universidade pública.
O 1º vice-presidente da Regional Norte 1, Marcelo Mario Vallina, destacou que o ANDES-SN e a ADUA defendem, entre outros pontos, a autonomia universitária e o fim da lista tríplice, afirmando que é uma reivindicação histórica de docentes, TAEs e movimento estudantil da Ufam. Ele ressaltou que essa pauta avançou com a sanção da Lei 15.367/2026, no dia 30 de março, que altera o processo de escolha de reitores(as) das universidades públicas. A nova legislação determina que o presidente da República deve nomear o(a) candidato(a) mais votado(a) na consulta realizada pela comunidade acadêmica.
“A eleição direta para reitoria é uma demanda histórica. Defendemos que o processo comece e termine dentro da instituição, o que reforça a autonomia universitária”, afirmou Vallina.
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Ronaldo Bastos, membro do Comando Local de Greve e coordenador-geral do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Superior do Estado do Amazonas (Sintesam), explicou que a iniciativa da roda de comversa faz parte de um conjunto de atividades formativas realizadas durante o período de greve dos(as) TAEs. “A proposta é promover encontros semanais de formação e este tema está diretamente relacionado a uma das nossas pautas de greve, que é a democratização das IFEs”, disse.
Ele destacou ainda que, embora a nova lei represente um avanço ao extinguir a lista tríplice, a pauta dos TAEs vai além. “A legislação abriu espaço para que as instituições regulamentem seus processos eleitorais, dentro de certos limites, incluindo a escolha de dirigentes em diferentes níveis, como reitoria e unidades acadêmicas ou administrativas. Mas nossa pauta busca ampliar a democratização do poder para além dos processos eleitorais, incluindo maior equilíbrio nos Conselhos Superiores e nas unidades acadêmicas”.
Bastos enfatizou que os TAEs defendem uma participação mais ampla nos espaços de decisão e que umas das reivindicações é o direito de concorrer à reitoria.
Outro ponto abordado foi a situação do hospital universitário, atualmente administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). Segundo Bastos, há uma reivindicação para que estudantes, docentes e TAEs participem do processo de escolha e indicação dos superintendentes dessas instituições, que são administradas pela empresa de uma empresa pública de direito privado.

A atividade representou um momento de fortalecimento da formação política, mobilização e diálogo entre os três segmentos da universidade.
Fotos: Sue Anne Cursino/ Ascom ADUA
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