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  02/08/2021


Desfiliação da Andifes solicitada por reitores indicados por Bolsonaro requer consulta à comunidade



 

Pelo menos quatro reitores e uma reitora de universidades federais brasileiras solicitaram desfiliação da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino (Andifes), conforme reportagem do jornalista da Agência Saiba Mais, Rafael Duarte. Os docentes e a docente foram nomeados por Jair Bolsonaro à revelia do resultado das consultas acadêmicas. Para se desfiliar da Andifes, as universidades também precisam realizar uma consulta à comunidade, o que não foi realizado em nenhuma das instituições. 

 

Entre os casos está o de Ludimila Serafim, reitora da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa), de Mossoró, Rio Grande do Norte, terceira colocada na eleição interna. A professora obteve 18,33% dos votos e ficou atrás dos professores Rodrigo Codes, o mais votado, com 35,55% dos votos, e Jean Berg, o segundo, com 24,84%. A nomeação de Serafim foi anunciada por Bolsonaro em 21 de agosto de 2020, durante visita presidencial a Mossoró.

 

Além de Ludimila, pediram desfiliação da Andifes os reitores José Cândido Lustosa Bittencourt de Albuquerque (Universidade Federal do Ceará – UFC); Edson da Costa Bortoni (Universidade Federal de Itajubá, em Minas Gerais – Unifei); Janir Alves Soares (Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, em Minas Gerais – UFVJM) e Carlos André Bulhões Mendes (Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS).

 

O Conselho Universitário (Consun) da UFRGS divulgou uma moção contra a retirada da universidade da Andifes. “A Andifes representa as universidades federais e suas lutas, e não apenas pessoas que ocupam cargos. (...) a UFRGS é parte da Andifes e assim deve continuar, independentemente de quem seja o Reitor, e, assim, não aceita a divulgada saída da UFRGS da entidade”, afirma em trecho da moção (leia na íntegra abaixo).

 

Em documento enviado à associação, os reitores e a reitora justificaram a decisão, dizendo que nunca foram aceitos pelos os membros da Andifes. “As tentativas, registre-se com pesar, jamais foram frutíferas, já que nunca nos sentimos aceitos e acolhidos, quer pelo fato de que não fomos os ‘primeiros da lista tríplice’, como também por não nos portarmos, publicamente, hostis ao atual Governo Federal”, afirma em trecho da carta.

 

Os reitores e a reitora que pediram desfiliação ficaram ou em segundo ou em terceiro lugar nas eleições para reitoria dessas universidades. Até o momento, Bolsonaro já nomeou 19 reitores e reitoras de universidades federais que não foram os mais votados nas eleições internas das instituições, rompendo uma tradição que vigorava desde o final dos anos 1990.

 

A Andifes representa dois Centros Federais de Educação Tecnológica (Cefets), dois Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia (Ifets) e 68 universidades federais localizadas nos estados da Federação e no Distrito Federal.

 

MOÇÃO DO CONSUN CONTRA A RETIRADA DA UFRGS DA ANDIFES

 

A comunidade da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) recebeu, através da imprensa, a notícia da decisão do Reitor da UFRGS, com mais outros quatro reitores de universidades federais, de se retirar da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), entidade de direito privado que representa todas as universidades públicas federais, a partir de seus dirigentes máximos, conforme consta nos estatutos da Associação.

 

A Andifes foi criada em 1989 como representante oficial das universidades federais, para fazer a interlocução com o governo federal, com os sindicatos de professores e de técnicos administrativos, com a União Nacional dos Estudantes (UNE) e com a sociedade em geral.

 

Cabe lembrar que a Andifes foi criada porque o Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras, pela proliferação de universidades particulares e estaduais, já não conseguia mais representar as necessidades das universidades federais, constando na sua ata de fundação que se constituiria respeitando a mais absoluta liberdade de cada universidade, para coordenar a luta da universidade brasileira por sua autonomia, por sua transformação, pela melhoria de sua qualidade e ampliação de seu compromisso com a produção do saber de nível superior, necessário à sociedade brasileira.

 

Nesses mais de 30 anos de atividades, a Andifes se consolidou como entidade representativa e reconhecida por todos os governos e movimentos e como a representante das universidades públicas, liderando a defesa de seus orçamentos, que constantemente sofreram ameaças de corte.

 

A Andifes representa as universidades federais e suas lutas, e não apenas pessoas que ocupam cargos.

 

Nesse sentido, o Conselho Universitário (Consun) da UFRGS expressa seu compromisso de que a UFRGS é parte da Andifes e assim deve continuar, independentemente de quem seja o Reitor, e, assim, não aceita a divulgada saída da UFRGS da entidade e decide, na reunião de 30 de julho de 2021, pela manutenção plena da UFRGS no concerto das universidades federais, orientando a Reitoria que mantenha ativa a participação da UFRGS em todos os fóruns e no pleno da ANDIFES e que retome todos os pagamentos das contribuições devidas, fazendo todos os esforços para que essa situação se regularize.

 

O Consun da UFRGS não aceita que a Andifes seja atacada por movimentos políticos que visam dividir as universidades federais e diminuir a capacidade de resistência da entidade contra o desmonte do sistema de universidades federais brasileiras e da educação pública.

 

Fontes: com informações da Revista Fórum e UFRGS



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