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  21/12/2021


Carreira docente enfrenta desvalorização, aponta pesquisa



 

Sucateamento do ensino público, defasagem salarial, jornadas cansativas e humilhações em sala de aula são motivos para o desencanto do ingresso em áreas de licenciatura. Segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), no Censo da Educação Superior de 2019, as licenciaturas representam menos de 20% dos ingressos nas universidades, o que significa que os cursos universitários que formam docentes são cada vez menos procurados.

 

Sociologia, Música e Filosofia têm pouco mais de 50 mil estudantes. Mesmo somando os dados dos cursos de Química e Física não se chega a 5% de todos os e as estudantes das licenciaturas no país, representando cerca de 65 mil.

 

Segundo o professor emérito da Universidade Federal de Goiás (UFG) e membro da Associação Nacional de Pós-graduação e Pesquisa em Educação (Anped), Luiz Fernandes Dourado, 25% dos mais 2,5 milhões de professores e professoras do país não têm nenhum curso superior. Ele afirma que isso é decorrente da falta de incentivo e da formação instrumentalizada. “A formação atual tem um caráter mais restrito do docente, uma ênfase na prática dissociada da teoria. Não ajuda a tornar a carreira mais atraente, pelo contrário”, criticou.  

 

Um relatório que corrobora esse resultado é o de Políticas Eficientes para Professores, desenvolvido pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). A pesquisa com estudantes de até 15 anos aponta que o interesse pela carreira docente caiu de 7,5% para 2,4%, nos últimos dez anos, no Brasil. Ao considerar outros países, o estudo mostra a queda de 6% para 4,2%.

 

A escassez de investimento na educação pública, pouco reconhecimento social, baixos salários e ataques à categoria são alguns dos motivos do desinteresse em seguir a carreira docente. Conforme estudo coordenado pelo docente do Centro de Estudos sobre Desigualdade e Desenvolvimento da Universidade Federal Fluminense (UFF), no Rio de Janeiro, Fábio Waltenberg, a educação brasileira perdeu R$ 16,8 bilhões entre 2014 e 2018. “Se o Brasil deseja formar bons professores para, dessa forma, formar bons cidadãos, então será preciso retomar investimentos que começaram a ser contingenciados em 2014”.

 

Na opinião do professor da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Sérgio Franco, as universidades precisam dialogar com as escolas com foco no equilíbrio na oferta de cursos. Segundo o docente, isso é possível por meio das políticas públicas.

 

Foto: Tânia Rêgo/ Agência Brasil

 

Fonte: com informação do Extra Classe



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