Movimentos sociais, organizações indígenas e entidades populares promovem, nos dias 2, 6 e 8 de março, uma programação de mobilização em Manaus para denunciar o feminicídio e outras violências que atingem milhares de mulheres no Brasil.
A agenda de lutas inicia no dia 2 de março (segunda-feira), com uma coletiva de imprensa às 8h, no Espaço Loyola, localizado na Rua Leonardo Malcher, 339, bairro Aparecida.
No dia 6 (sexta-feira), será realizado um ato público de cobrança, com concentração às 8h em frente ao Governo do Estado e encerramento na Prefeitura de Manaus.
Já no dia 8 de março (domingo), Dia Internacional da Mulher, acontece um ato público cultural, seguido de Feira da Economia Popular Solidária, a partir das 15h, na Praça da Polícia, no Centro da capital amazonense.
A mobilização é organizada pelo Fórum Permanente das Mulheres de Manaus e pela Coordenação dos Povos Indígenas de Manaus e Entorno, com articulação de movimentos sociais, organizações indígenas e pessoas comprometidas com a justiça e a defesa da vida das mulheres.

A ADUA participa da organização das atividades com representação da professora Iolete Ribeiro, docente da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e integrante do Grupo de Trabalho de Política de Classe para as Questões Étnico-Raciais, de Gênero e Diversidade Sexual (GTPCEGDS) da entidade.
“Diante do avanço das violências contra mulheres e meninas, nos levantamos coletivamente para denunciar o silêncio institucional, a ausência de políticas eficazes e a negligência que transforma a violência em rotina. Cada vida interrompida pelo feminicídio é resultado de omissões que precisam ser enfrentadas com urgência, responsabilidade pública e mobilização social”, afirma a convocação da agenda de lutas.
A convocação também destaca: “Nossa luta é por memória, justiça, proteção e políticas públicas efetivas. Contra o feminicídio, contra todas as violências e contra a invisibilidade imposta pelo Estado: seguimos juntas, organizadas e em movimento”.
Em 2026, a Lei Maria da Penha completa 20 anos. Apesar disso, os números seguem alarmantes: o Brasil registra, em média, quatro assassinatos de mulheres por dia. Em 2025, foram contabilizados mais de mil casos de feminicídio no país.
Mobilização em Parintins
No município de Parintins, o Fórum Permanente das Mulheres de Parintins também organiza atividades para marcar o 8 de março com o tema “Dia Internacional de Resistência e Luta pelos Direitos das Mulheres”, com o sarau “Mulheres em Verso, Prosa e Performance”.
A programação está prevista para o dia 8 de março, das 16h às 21h, no Liceu de Artes. Estão previstas atividades de acolhimento, leitura de poesias, apresentações musicais, falas públicas, painéis e sessão de cineclube.
A ADUA também estará presente na atividade, representada pela 1ª secretária da entidade, Valmiene Florindo, que participa da articulação da programação.
Fontes: Agência Pública, Fórum Permanente das Mulheres de Manaus, Fórum Permanente das Mulheres de Parintins
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