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Funcionários da Rudary bloqueiam acesso ao campus da Ufam em novo protesto



Funcionários da empresa terceirizada Rudary, responsável pelo serviço de conservação e limpeza das unidades acadêmicas e administrativas do Campus Universitário da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), voltaram a bloquear o acesso à instituição. Na manhã desta segunda- feira (14) os trabalhadores protestaram, pela segunda vez em menos de uma semana, contra o atraso no pagamento dos salários, que, segundo eles, já dura 45 dias.

Diferente da última quinta-feira (10), quando a manifestação pacífica durou cerca de uma hora, o protesto desta segunda ocorreu por quase três horas e resultou em congestionamento na fila de acesso aos setores norte e sul do Campus e também na estrada do Instituto de Ciências Humanas e Letras (ICHL), para quem pretendia deixar a universidade. A manifestação encerrou no início da tarde.

Segundo a agente de limpeza e líder da equipe, Berenice dos Santos, 42, os trabalhadores estão com os salários atrasados sem justificativa. “Falamos com o encarregado várias vezes e a promessa era sempre que o dinheiro estaria na conta no dia seguinte. Somos pais de família, estamos com o aluguel atrasado, porque ainda não recebemos”, afirmou ela, ressaltando que os salários variam de R$ 428 a R$ 700.

Funcionário da empresa há seis meses, o agente de limpeza, Valcir de Souza, 27, afirma que os atrasos salarias injustificados são prática recorrente da Rudary e o bloqueio da entrada do Campus foi a única forma encontrada pela categoria para reivindicar uma solução. “No meu segundo mês de trabalho pela empresa, fui surpreendido com o primeiro atraso salarial. Infelizmente a Rudary só funciona sob pressão”, disse.

Além do atraso salarial, outras reivindicações feitas pelos trabalhadores estão ligadas ao não pagamento de férias e dos direitos trabalhistas dos funcionários, que foram dispensados devido à aproximação do término do contrato da empresa com a Ufam, mas não tiveram a demissão registrada na carteira de trabalho.

“Não temos ideia se vamos receber indenização e se poderemos sacar o FGTS, porque ao invés de sermos demitidos e recebermos todos os direitos, eles querem que a gente peça demissão”, afirma Santos.

Intervenção – Em reunião na manhã desta segunda-feira (14), com representantes da empresa terceirizada, o vice-reitor Hedinaldo Lima informou que a Administração Superior ingressou há aproximadamente dez dias com um procedimento judicial solicitando o descongelamento da folha de pagamento dos funcionários. Por meio de nota publicada na semana passada, a Ufam informa que os repasses financeiros referentes aos contratos ainda em vigor com a Rudary estão bloqueados, devido decisão judicial da Justiça do Trabalho envolvendo a prestadora de serviço.

Questionado sobre o suposto não recolhimento do FGTS dos trabalhadores, apesar do desconto em folha, Lima informou que a reitoria não tem conhecimento sobre o fato. A Ufam conta com um servidor responsável por fiscalizar o contrato da universidade com a Rudary.

Fonte: Adua



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