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Coletivo propõe revitalização do Bosque da Resistência da Ufam



Data: 22/01/2016

Palco das ações do movimento sindical e estudantil da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), na luta em defesa de melhores condições de trabalho e de ensino na instituição e contra a política de precarização da universidade, a “área verde” localizada na entrada do Campus Universitário é o foco de um projeto que prevê a revitalização do “Bosque da Resistência”, como o espaço é popularmente chamado por docentes, técnicos e estudantes.

A proposta de recuperação daquela área foi lançada ainda em dezembro de 2015, durante encontro do Movimento Educar para a Cidadania (MEC), na sede da ADUA, e teve mais uma etapa preliminar de incorporação de ideias realizada nesta quarta-feira (20), no auditório da seção sindical.

Participaram do encontro integrantes das duas entidades, professores da Ufam e representantes do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Superior do Estado do Amazonas (Sintesam), do Instituto Amazônico da Cidadania (IACi) e do Conselho da Área de Proteção Ambiental (APA) da qual o Campus Universitário faz parte.

O objetivo do projeto é fazer o replantio da área do Bosque da Resistência integrando a ele novos “elementos arbóreos” e preservando a história do local como “um espaço de manifestação e de luta”, afirmou o geólogo e professor do Departamento de Geociências Albertino Carvalho, que também integra a Comissão de Zoneamento da Ufam. “O Bosque da Resistência está revestido de muito simbolismo para muita gente”, acentuou.

Mas, para que esse símbolo esteja sempre vivo, o espaço precisa ser revitalizado. “O esbranquiçado atrás da parada de ônibus é sinal de um solo extremamente compactado, tanto que quando chove a água nem para mais naquele espaço, que está ficando impermeável. No local, se percebe ainda vários tocos de árvores antigas. O Bosque está perdendo suas características ao longo do tempo”, explicou o docente, ao apresentar a versão preliminar do projeto de revitalização, cuja prévia ainda vai receber contribuição de outros profissionais.

Para o ecólogo e professor do Departamento de Biologia Marcelo Gordo, outro integrante da Comissão de Zoneamento, é preciso priorizar as espécies nativas na recuperação do Bosque. “Somos uma instituição no centro da Amazônia. Muitas dessas árvores são velhas para a biologia da espécie. Outras estão decadentes ou morrendo aos poucos. Dá para fazer uma substituição gradual valorizando as espécies nativas”, afirmou Gordo, que há mais de 20 anos atua ainda no viveiro de mudas da instituição.

Na avaliação da professora do Departamento de Estatística Amazoneida Sá, no local é possível ainda conjugar o espaço verde com uma área de ocupação e socialização, inclusive para apreciação da arte local. “Em muitas universidades há espaço para colocação de esculturas e obras de arte. Não estou falando de busto [de personalidades], mas algo que possa provocar reflexão. Temos que valorizar a nossa produção artística”, destacou.

Para o presidente da ADUA, professor Alcimar Oliveira, a entrada do campus pode ser valorizada, sem perder sua identidade e sem deixar de ser um espaço de mobilização em defesa da instituição e das demandas dos três segmentos universitários e da sociedade. “No Bosque é possível fazer a combinação entre a luta ambiental e a luta de classe, a luta política”, disse.

O projeto prevê uma série de etapas, do levantamento sobre a situação do solo e dos elementos arbóreos, passando pela seleção de espécies mais adequadas ao plantio propriamente dito. De acordo com o coordenador da mesa durante o encontro, biólogo e professor Welton Oda, uma nova reunião deve ser realizada até o fim de janeiro com a presença de profissionais de outras áreas para aperfeiçoamento do projeto, que deve ser apresentado e sugerido como ponto de pauta em reunião do Conselho Universitário.

Fonte: ADUA



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