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Abertura do 2º ENE Amazonas é marcada pela defesa da unidade dos trabalhadores



Data: 07/05/2016

A educação pode muito, mas não pode tudo. A essência de um dos pensamentos de Paulo Freire – um dos pensadores mais notáveis da Pedagogia mundial – foi lembrada, na abertura do 2º Encontro Nacional de Educação (ENE) – Etapa Amazonas, na noite desta sexta (6), como alerta àqueles que atuam no setor. Representantes de entidades sindicais e sociais ligadas ao segmento avaliam que a reorganização dos trabalhadores é uma das alternativas na construção daquilo que a educação, sozinha, não pode: lutar e resistir.

Para o 1º secretário do ANDES-SN, Jacob Paiva, a atual conjuntura impõe a necessidade de unidade dos trabalhadores da Educação para enfrentamento da política de retirada de direitos e sucessivos ataques ao setor. “O 2º ENE também é uma tentativa de recompor a organização de professores, técnicos, estudantes e entidades em defesa da educação pública, gratuita e de qualidade”, afirmou.

Representante da Assembleia Nacional de Estudantes – Livre (Anel) e estudante de Direito da Ufam, Débora Massulo, lembrou os episódios recentes de luta do movimento estudantil no Sudeste do país como marca da “brava resistência” a favor da escola pública. “Os secundaristas do Rio que ocuparam as escolas e os estudantes de São Paulo na luta contra os desvios na merenda escolar deram verdadeira aula, mostrando o desmonte sucessivo da Educação Pública, iniciado no governo FHC, continuado com Lula e intensificado com Dilma”, criticou.

Na avaliação do 1º vice-presidente do Regional Norte 1 do ANDES-SN, professor Tomzé Vale, os desafios são maiores em virtude dos cortes implementados pelo atual governo. “Temos que encontrar formas de indicar para o Encontro Nacional que comungamos com o restante do país quanto à defesa da Educação de qualidade. Quem quer que assuma o poder nesse país, não estará do nosso lado”, prevê.

Uma das dirigentes do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Superior do Estado do Amazonas (Sintesam), a técnica Ana Grijó afirmou, durante a mesa de abertura do evento, que não há outra saída. “Devemos continuar resistindo e defendendo a Educação, a partir do projeto que acreditamos”, assinalou.

Para o representante do Movimento Estudantil Popular Revolucionário (MEPR) e graduando de Pedagogia na Ufam, Eli Souza, os movimentos precisam pensar uma alternativa coletiva como parte do enfrentamento do desmonte da Educação. “Os governos são reacionários e suas políticas massacram sempre a população mais pobre e a classe trabalhadora. Só o esforço coletivo pode superar os desafios impostos à Educação Pública.

O 2º ENE Amazonas é preparatório para a edição nacional do evento, programada para ocorrer de 16 a 18 de junho, em Brasília, e que este ano traz como tema “Por um projeto classista e democrático de educação”. O evento local segue neste sábado.

Fonte: ADUA



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