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Educação, Ciência e Tecnologia públicas são temas de debate durante o Fórum Social Mundial



Data: 21/03/2018

O ANDES-SN realizou um debate sobre Educação, Ciência e Tecnologia (C&T), no último dia 16, durante o Fórum Social Mundial (FSM), ocorrido em Salvador na Universidade Federal da Bahia (UFBA). O espaço trouxe reflexões sobre a necessidade de avançar em uma perspectiva anticapitalista. No mesmo evento, foi lançado também uma Frente em Defesa das Instituições de Ensino Superior Públicas.

A mesa sobre Educação e C&T teve como expositores Mary Falcão, da coordenação do Grupo de Trabalho de Política Educacional (GTPE) do ANDES-SN, Carlos Alberto Gonçalves, da coordenação do Grupo de Trabalho de Ciência e Tecnologia (GTC&T) do sindicato, e o professor Renato Dagnino, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Sobre o tema, foi feita a análise dos retrocessos e destacado como a compreensão disso é necessária para a construção de um projeto alternativo de Educação, Ciência e Tecnologia públicas.

Sem cortes e privatização


Mais do que denunciar os cortes na educação pública, as falas demarcaram a ameaça da privatização e as suas consequências. Carlos Alberto expôs a sucessiva política de desmonte da C&T pública nos últimos anos através de leis e ementas. A abertura das universidades e dos recursos públicos para as empresas privadas foi uma das problemáticas apontadas. O professor denunciou a privatização que se dá por dentro dos institutos e universidades públicas, legitimada pelo Marco de Ciência, Tecnologia e Inovação (Lei 13.243/2016), aprovado ainda no governo Dilma Rousseff (PT). Confira aqui a cartilha do ANDES-SN "Marco Legal de C&TI – Riscos e consequências para as universidades e para a produção científicas no Brasil”.

Mary Falcão criticou as consequências da privatização no caráter gratuito, público, democrático, laico e socialmente referenciado da educação. “Destinar recursos públicos para o setor produtivo não solucionará os problemas no Brasil. Nós do ANDES-SN fazemos a defesa intransigente de um projeto de educação classista, libertador e crítico. Queremos uma educação sem cortes e privatização”, frisou Falcão. Além disso, foram defendidas as bandeiras dos 10% do Produto Interno Bruno (PIB) para a educação pública e a luta por condições de trabalho dignas para os docentes.

Complementando o debate, Renato Dagnino analisou o cenário político brasileiro e os impactos na ciência e tecnologia. O professor alertou sobre o que está ocorrendo nas universidades públicas brasileiras após o golpe e a necessidade de organização da resistência. Renato mostrou como o governo federal fomenta um projeto de educação sem pesquisa e acrítica. “É preciso parar de diferenciar ciência e tecnologia. A separação dessas duas coisas fomenta uma falsa ideia de neutralidade, trata-se de uma manipulação ideológica”, explicou.

Tenda da Unidade

Participaram da discussão diversos setores do movimento docente, sindical e estudantil. As atividades do ANDES durante o Fórum Social Mundial aconteceram na Tenda da Unidade. A tenda foi uma iniciativa unitária de diversas entidades e sindicatos. Entre estes o ANDES-SN, Central Sindical e Popular (CSP-Conlutas), Auditoria Cidadã da Dívida, Sindicato Nacional dos Trabalhadores em Fundações Públicas Federais de Geografia e Estatísticas (ASSIBGE Sindicato Nacional), Sindicato Nacional dos Servidores Federais

da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe – Sindicato Nacional) e o Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário Federal na Bahia (SINDJUFE-BA). As seções sindicais do ANDES-SN na Bahia (Adufs, Adusb, Aduneb e Adusc) também participaram do espaço.

Lançamento da Frente


Durante o FSM também ocorreu o lançamento da Frente Nacional em Defesa das Instituições Públicas do Ensino Superior. Na ocasião, foi demarcada a importância de universalizar o debate sobre ensino público para além dos muros da academia. As falas convergiram no sentido de ampliar a frente para setores que não sejam apenas da educação. A proposta, para este ano, é que a ação unitária ganhe força em todos os Estados. A frente é uma iniciativa nacional do ANDES-SN, em conjunto com demais entidades do setor da educação.

“Nesse momento de crise e retrocessos os nossos desafios são muitos. O primeiro deles é o de não perdemos o que conquistamos. Por isso, não podemos aceitar o sucateamento da educação pública. Precisamos fazer uma marca sobre a necessidade intransigente de defesa das universidades públicas, federais, estaduais e municipais em diálogo com todas as categorias. A universidade pública é um patrimônio da sociedade, foi conquistada com muita luta e deve ser defendida por todos. Convocamos todos para somarem forças nessa luta”, disse Eblin Farage, presidente do ANDES-SN.

Fotos das ADs

Fonte: ANDES-SN com edição da ADUA



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